
Apesar das pressões da China a Chanceler alemã; Ângela Merkel, recebeu o Dalai Lama em Berlim. O encontro durou cerca de uma hora, comunicou o porta-voz do Governo alemão, e a Chanceler “prestou homenagem ao Dalai Lama enquanto líder espiritual do budismo tibetano e garantiu o seu apoio à preservação da identidade cultural do Tibete”. Ângela Merkel também aprovou “a politica não violenta, visando a autonomia religiosa e cultural da província chinesa”. Quando a China soube das intenções da Chanceler convocou o embaixador da Alemanha em Pequim para lhe dar conta do seu desagrado, visto que as autoridades chinesas consideram o Dalai Lama um separatista. Alem disto a China também cancelou, “por razões técnicas” o encontro entre a delegação chinesa e a ministra alemã da Justiça que iria realizar-se em Munique. O Dalai Lama criticou Pequim por querer interferir nos assuntos internos da Alemanha, considerando esta, uma atitude de arrogância. Já não é a primeira vez que a China tenta minar a autonomia deste povo. Um dos actos considerados mais abomináveis que a China cometeu contra a província tibetana foi o rapto do 11º Panchen Lama. O Panchen Lama é a segunda maior figura de destaque (a primeira é o Dalai Lama) no budismo tibetano, e representa a reencarnação do Buda Amida. O rapaz de nome Gedhun Choekyi Nyima tinha apenas 6 anos quando em 14 de Maio de 1995 o actual Dalai Lama o reconheceu como a reencarnação do 10º Panchen Lama que pouco tempo antes de morrer, entregou um famoso discurso anti-China. Passados poucos dias as autoridades chinesas (suspeitava-se) raptaram a criança e os pais. Apesar dos apelos para ter acesso a ele, nenhuma agência internacional ou organização de Direitos Humanos conseguiu entrar em contacto com o jovem Panchen Lama ou a sua família. As suspeitas só em 1996 se confirmaram quando o Governo chinês admitiu ter o rapaz e a sua família sobre custódia. Até hoje não houve notícias do paradeiro dos mesmos. Numa tentativa de estabelecer o seu poder em todas as regiões da China o Governo nomeou o seu próprio 11º Panchen Lama em Novembro de 1995, o seu nome Gyaincain Norbu, e desde que foi nomeado tem feito o papel de Panchen Lama a tempo inteiro passando a sua vida infantil em Pequim com uma educação chinesa. Foi mais uma vítima do Governo chinês na tentativa de controlar a população tibetana e a sua religião. Gedhun Choekyi Nyima é considerado o preso político mais novo do mundo.
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