1 de Outubro, sábado, uma onda de protestos contra a junta militar birmanesa percorreu o continente asiático após o regime ter admitido deter centenas de manifestantes. O grupo de direitos humanos Amnistia Internacional organizou várias marchas em várias cidades asiáticas, americanas e europeias. O tratamento da junta militar sobre os monges que são acarinhados no país começa a inflamar a atitude do povo. O governo insiste que a maioria dos monges foram libertados entretanto e justifica que o uso de armas letais é feito para o “sistemático controlo” dos protestantes.

5 de Outubro, sexta-feira, os líderes militares de Myanmar dizem que foram apreendidas armas de mosteiros budistas e anunciou dezenas de novas detenções. A notícia foi dada pelo jornal “A Nova Luz de Myanmar”, jornal porta-voz da junta militar, que revelou terem sido encontradas pistolas, facas e munição. Governo ameaça castigar qualquer monge que viole a lei. A Malásia aconselhou o regime militar a começar conversas com a líder pró-democrática Aung San Suu Kyi após os Estados Unidos pedirem sanções contra Myanmar se estes falharem o objectivo democrático. A Rússia e a China opuseram-se a este tipo de acções. A junta militar começa a recrutar pessoas de cada família para se manifestarem a favor do governo.
10 de Outubro, quarta-feira, a junta militar cria um comité oficial para começar contactos com a líder da oposição Aung Suu Kyi depois de intensa pressão internacional. O conselho foi dado por Ibrahim Gambari, representante da Nações Unidas. Than Shwe, líder da junta, admite falar pessoalmente com Suu Kyi se esta cumprir algumas condições como renunciar ao suporte de sanções económicas de países estrangeiros contra a junta.


11 de Outubro, quinta-feira, um elemento do partido de oposição morre durante interrogatório e dois activistas são presos. A junta ameaça familiares dos dissidentes com o objectivo de saber o seu paradeiro. Começa a surgir uma divisão internacional pelo destino da Birmânia, de um lado EUA, Grã-Bretanha e França, do outro China e Rússia. Grupos de dissidentes revelam que já houve muitas vítimas a morrer nos centros de detenção. O governo nega tortura e maus-tratos nos detidos. A organização “Human Rights Watch” pede ao Conselho de Segurança a imposição do embargo de armas á região. A Índia, China e Rússia estão a vender armas á junta militar. Os “Joalheiros da América pedem ao Congresso americano que bana as importações de Myanmar.

14 de Outubro, domingo, centenas de habitantes da periferia de Yangon, a maior cidade do país, marcham em suporte da junta militar depois de terem sido ameaçados com multas. Dois líderes da conhecida revolução de 88 são detidos. A Amnistia Internacional diz existirem mais.
15 de Outubro, segunda-feira, a junta militar repõe o serviço de internet mas bloqueia sites internacionais (acesso cortado desde 28 de Setembro). Condoleezza Rice, Secretária de Estado dos EUA, fala em meter uma presença internacional na região. O enviado das Nações Unidas Ibrahim Gambari procura aliados na Ásia.
A situação na Birmânia é preocupante e mesmo com todo o mediatismo carece de apoio internacional. A disputa parece dividir opiniões na maneira de actuar criando possíveis situações de conflito no plano global. Birmânia precisa de apoio…
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