
Hoje já esquecido pela maioria das pessoas, mas em 1956 foi uma das mais notáveis iniciativas da Republica Popular Chinesa. Incentivou a expressão das mais variadas escolas de pensamento, incluindo ideologias contra-comunistas (o que é de louvar visto a iniciativa ser do Partido Comunista Chinês na altura liderado por Mao Tse-tung), permitindo que os intelectuais do país pudessem trabalhar no sentido de encontrar solução para os problemas que a nação enfrentava. É importante perceber que nunca se chegou a perceber se esta iniciativa era legitima ou se tratava de uma armadilha politica com vista a identificar os opositores ao comunismo de Mao (visto alguns terem sido perseguidos), no entanto como ideia revelou-se uma magnifica surpresa intelectual com o lema “Que flores de todos os tipos desabrochem, que diversas escolas de pensamento se enfrentem” mas falhada, principalmente pela desconfiança acima descrita. Mais tarde o líder chinês lançou o período conhecido como Revolução Cultural a qual se propunha a depurar o Partido Comunista Chinês (enfraqueceu muito os adversários de Mao Tse-tung) e que levou o país ao limiar de uma guerra civil. Esta ultima sexta Donald Tsang, líder de Hong Kong, referiu que demasiada democracia podia levar a outra “
revolução cultural” (noticia da CNN). Com ênfase vários especialistas da lei pró-democráticos criticaram a postura de Tsang no objectivo de democratizar a região. Alguns dias antes já tinha ouvido criticas devido ao relatório político anual não ter uma data limite para instalar a democracia completa no território. “
Se fores ao limite, tens a revolução cultural” e “
na China quando as pessoas tomam tudo para as suas mãos não consegues governar o país” foram alguns dos comentários do líder de Hong Kong. O legislador do Partido Cívico Ronny Tong admitiu estar chocado com os comentários de Tsang e não acredita “
que ele vá lutar pela democracia para o povo de Hong Kong” exigindo que “
esclarecesse imediatamente o que pensa sobre desenvolvimento democrático”. Também Albert Ho, líder do Partido Democr

ático referiu que “
o objectivo do desenvolvimento democrático é evitar algo como a revolução cultural”. Mais tarde o gabinete de Tang tentou amenizar a situação dizendo que “
O que o chefe executivo tentou passar é que devemos ter um sistema democrático que melhor se adapte á situação de Hong Kong”. Donald Tsang foi escolhido por um comité de 800 membros leal á China que desde 1997 tomou controlo sobre a região. O território tem visto um grande número de protestos com vista a exigir o direito de eleger os seus líderes e a sua legislação, mas Pequim recusa implementar essas reformas antes de 2008. De qualquer maneira o governo de Hong Kong está a recolher opiniões públicas para enviar um relatório para a capital chinesa. Aparentemente a
ideia do “Desabrochar de Cem Flores” é cada vez mais uma realidade.

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