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O oficial maior das operações do programa contra a fome da Nações Unidas na Somália, Idris Osman, foi detido em Mogadishu, por 50 ou 60 agentes do governo armados que tomaram o complexo das Nações Unidas (não foram usadas as armas de fogo). O programa contra a fome das Nações Unidas suspendeu toda a ajuda na capital, mesmo depois do ministro do Interior, Mohamed Mohamoud Guled ter negado envolvimento do governo e culpabilizado o programa de ter distribuído comida sem consultar a administração do país. Esta tem sido uma maneira do governo conseguir bloquear distribuições de comida em zonas que são contra o mesmo. Nos últimos tempos tem havido luta intensa na capital e na passada noite pelo menos oito civis e um policia morreu nos confrontos entre
a polícia e rebeldes islâmicos. O programa não recebeu qualquer justificação para a detenção do oficial mas sabe que se encontra numa cela no quartel-general dos Serviços de Segurança Nacional. Desde Dezembro ultimo quando as tropas do Governo e os seus aliados Etíopes carregaram sobre o Conselho das Cortes Islâmicas que a cidade de Mogadishu tem sofrido sobre acção de luta intensa. O grupo islâmico controlava muito do sul da Somália e jurou criar resistência. Milhares já morreram só este ano. Desde 1991 que não existe um governo funcional na Somália e o país está num estado de constante guerra civil. As facções actuais são o Governo interino apoiado pela Etiópia e o Conselho das Cortes Islâmicas apoiado pela Eritreia.
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