
O conselho de ministros aprovou a 13 de Setembro de 2007 uma proposta de lei que proíbe e sanciona descriminações em função do sexo no acesso a bens e serviços, nomeadamente no cálculo de prémios e prestações para fins de seguro. A proposta, sendo uma directiva da Comissão Europeia previne a discriminação directa e indirecta de actos que violem o principio da igualdade descrito na Constituição da Republica Portuguesa:
Artigo 13º (Principio da Igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
A proposta pretende ainda garantir que os custos de seguro ligados à gravidez e maternidade sejam distribuídos equitativamente por homens e mulheres. No entanto a lei prevê a possibilidade de recurso judicial tendo o queixoso de provar que não houve violação do princípio da igualdade. Convém lembrar que o parlamento tem feito esforços no sentido de promover a igualdade de géneros tal como se verifica pela tentativa de aprovar a lei da paridade que estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as Autarquias Locais são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos. O Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva, promulgou a lei a 7 de Agosto de 2006 por

motivos de logística, segundo a qual considera que a sanção era excessiva e de difícil cumprimento em algumas zonas do país, e por motivos éticos, considerando que não se deveria procurar dignificar a posição da mulher na politica com recurso a mecanismos legais. A página oficial da Presidência da Republica Portuguesa revela a mensagem de Cavaco Silva á assembleia da república em relação á lei da paridade na qual argumenta “…Contudo, a legitimidade dos valores a proteger e dos fins a alcançar através de medidas positivas que promovam a paridade não justifica a utilização de todo o tipo de meios para os atingir”. A luta pela igualdade tem sido um dos motes deste governo, ainda que não seja considerada totalmente justa por algumas pessoas, cuja interpretação pesa principalmente no facto de forçar a equidade por meios legais.